MICROCORRENTES

POR BEATRIZ LESSA

O QUE É?

É uma terapia que utiliza corrente polarizada, galvânica, pulsátil e níveis baixos de intensidade de corrente que é determinado como microampère (µA). Também chamada de MENS, é mil vezes menos intensa do que as eletroterapias comuns e é exatamente por isso que ao se trabalhar com ela, o cliente não deve sentir a corrente elétrica, ou seja, ela deve ser subsensorial (não atinge as fibras sensoriais subcutâneas) sem sensações de formigamento, ou mesmo desconforto para quem recebe a terapia, sensação essa geralmente associada aos procedimentos eletroterápicos.

Microcorrentes

microcorrentes trabalha com a menor quantidade de corrente elétrica mensurável, ou seja, ela se liga com os potenciais elétricos naturais da pele ficando compatível com o campo eletromagnético do corpo, portanto, a microcorrentes se comunica diretamente com as células do nosso organismo, aumentando seu ATP local em até 500% de sua produção natural, trabalhando também na síntese de proteínas como o colágeno e a elastina.

Segundo Soriano et al (2002), os efeitos da microcorrentes promovem regeneração nas células, aumenta a produção do colágeno e da elastina, aumenta a circulação sanguínea local o que consequentemente aumenta a oxigenação celular clareando a pele, tonificando o tecido e combatendo a flacidez.

Na estética conseguimos obter efeitos como: Normalização, nutrição, estimulação do processo de reparo tecidual, inibição celular, e além disso a microcorrentes também tem efeito sobre o sistema linfático.

PARA QUE SERVE O ATP?

O ATP é um fator importante principalmente em um processo de cura e cicatrização de um tecido, (Clique aqui para ver como funciona o processo de cicatrização) pois a principal fonte de energia para nossas células é o ATP, e quando há uma lesão, o nosso organismo necessita de energia (ATP) para a reparação, assim como o movimento de minerais como o sódio, potássio, magnésio e cálcio para dentro e fora das células. Um tecido lesionado tem maior impedância elétrica (maior resistência elétrica) e são pobres na quantidade de ATP produzido, assim sendo se obtivermos um aumento na produção de ATP, o processo de cicatrização será acelerado.

Eletrodos Microcorrentes

A aplicação da microcorrentes pode ser realizada de duas formas: automática e manual. Na aplicação automática, ocorre a colocação de eletrodos fixos em pontos predeterminados da área a ser tratada. Nesse caso, como é uma terapia mais rápida, podemos utilizar em conjunto outras técnicas (manuais e cosméticas) para complementar o tratamento. Na aplicação manual, o profissional é quem movimenta dois eletrodos do tipo caneta lentamente no local de aplicação. Técnica essa, indicada para pessoas que necessitam de uma atenção especial e focalizada. Para realizar essa técnica é necessário que haja uma higienização da pele antes da aplicação da microcorrentes. Nos casos de peles espessas, desvitalizadas e desidratadas, é indicado que realize algumas sessões de hidratação previamente, para melhorar a condutibilidade da corrente (SORIANO et al, 2002).

 INDICAÇÕES

– Para tratamentos de revitalização cutânea
– Para processos onde necessitar reparação tecidual
– Em casos onde há necessidade de normalização de tecido, edema, etc.
– Estrias (tanto no modo de eletrolifting, quanto para nutrição e prevenção das mesmas)
– Tratamentos de quadro acneico, com ação anti-inflamatória e cicatrizante
– Prevenção do envelhecimento cutâneo.
– Melhora dos quadros de rosácea.

Microcorrentes é excelente para reparação tecidual, veja esse artigo científico sobre: Laserterapia e microcorrente na cicatrização de queimadura em ratos. Terapias associadas ou isoladas? CLIQUE AQUI

CONTRAINDICAÇÕES

– Gestantes;
– Portadores de marca-passo;
– Neoplasias;
– Paciente em tratamento com anticoagulantes;
– Alergias gerais;
– Pacientes imunodeprimidos;
– Cardiopatas descompensados;
– Hiper e hipotireoidismo descompensados;
– Próteses metálicas no local da aplicação.
– Pessoas com distúrbios de sensibilidade

VOCÊ SABIA?

Microcorrentes não faz permeação de ativos. A microcorrentes é um aparelho que estimula as células e “conversa” com elas e não consegue fazer uma iontoforese, ou seja, não é capaz de enviar produtos para dentro da nossa pele como primeira intenção, mas claro que por um atrito físico acaba ocorrendo essa permeação dos ativos cosméticos. É por esse motivo que para uma melhor resposta no tratamento com a microcorrentes usamos gel neutro para a condução da corrente elétrica.

Obs: Como a microcorrentes fornece energia para as células, é importantíssimo saber se o cliente tem histórico de queloide ou tendência, caso tenha, não aplique a microcorrentes no modo de estimulação, pois pode estimular o surgimento de queloides. Se o cliente durante a aplicação da microcorrentes relatar desconforto ou formigamento, diminua a intensidade da corrente, lembrando que ela deve ser subsensorial.

ATENÇÃO: A microcorrentes não realiza contração muscular!

DICA IMPORTANTE:  Cada vez que é retirado o contato dos eletrodos com a pele em tratamento a microcorrentes demora pelo menos 11 segundos para retomar seu funcionamento da corrente elétrica (para agir), por isso, não retire o tempo todo os eletrodos do contato com a pele, realize os movimentos lentos e deslize o eletrodo sobre a pele para passar para outro local ao invés de retirá-los.

HIGIENIZAÇÃO DOS ELETRODOS

Higienize os eletrodos com álcool à 70% sempre que for utilizá-los de um cliente para o outro.

DICA: Sempre faça uma orientação cosmética para o cliente dar continuidade em casa com o tratamento proposto.

REFERÊNCIAS

BORGES, F. S. Modalidades Terapêuticas nas Disfunções Estéticas. São Paulo: Editora Phorte, 2.ed. 2010.
STARKEY, C. Recursos Terapêuticos em Fisioterapia. 2.ed. São Paulo: Manole,2001.
SORIANO, M.C.D.; PÉREZ, S.C.; BAKUÉS, M.I.C. Eletroestética Profissional Aplicada: Teoria e prática para a utilização de correntes em estética. Saint Quirze Del Valles: Sorisa, 2002

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