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MICROAGULHAMENTO E SEGURANÇA NA CABINE DO PROFISSIONAL DE ESTÉTICA

MICROAGULHAMENTO E SEGURANÇA NA CABINE DO PROFISSIONAL DE ESTÉTICA

Por Jefferson Assandre de Assis

Acredito que nos últimos cinco anos o assunto de maior destaque na estética, foi a chegada com amparo científico do microagulhamento para a estética brasileira. Como também a entrada para o uso na estética feita pelo próprio profissional da estética.

Se levarmos em consideração, que o equipamento se trata de uma técnica minimamente invasiva, podemos sim ter esse auxilio dentro do arsenal terapêutico, assim como outras técnicas que envolve agulhas.

Mas sejamos honestos, o que é comum vermos a respeito do microagulhamento?

A falta de conhecimento!

Assim, como um equipamento de última geração precisa de todo um estudo, amparo e domínio da ferramenta, com o microagulhamento não é diferente.

No entanto, vemos diversas opiniões, ou até melhor, achismos sobre a técnica e pouca cientificidade acerca da mesma.

Microagulhamento (Indução Percutânea de Colágeno)

microagulhamento

A literatura centrou-se sua atenção pela “nova” técnica de indução percutânea de colágeno, como é conhecida no meio científico, devido a um grande diferencial frente a outras técnicas, ablativas ou não, sua segurança associada a efetividade. (FERNANDES, 2005)

Sim pessoal, o microagulhamento não é mágica e não é apenas destaque porque induz colágeno, mas porque é seguro e promove resultados com mínimos efeitos adversos. E foi exatamente isso que chamou a atenção da comunidade científica. Como promover resultado de forma efetiva, segura e com mínimo de risco frente aos efeitos adversos e complicações futuras? E ainda ser eficaz para os diferentes fototipos (tons de pele) e diferentes biótipos (tipos de pele)? E foi na técnica de microagulhamento que o mundo científico encontrou essa resposta. (FABBROCINI, 2014)

Quando nos deparamos com uma ferramenta contendo diversas microagulhas, devemos ter em mente dois pensamentos fundamentais: biossegurança e bom senso!

E enfatizando o bom senso, o profissional da estética deve centrar sua atenção sobre isso atuando conforme sua capacitação e competência profissional. E por se tratar de uma técnica que envolve agulhas, o menos é mais!

Refletir a respeito dessa intrigante dúvida, que tem levantado diversas discussões entre os profissionais: precisamos mesmo promover sangramento? Não destaco os benefícios do sangue, mas neste caso, o preparo em termos de biossegurança e capacitação do profissional para lidar com algum processo inflamatório que foge do seu controle.

Pois bem, de forma resumida: quanto mais sangue exposto, maior a lesão promovida pela agulha, o que gera um processo inflamatório intenso ou de “alta”, levando a maiores chances de contaminação (será que tenho um ambiente preparado para isso?) como consequência aumenta o tempo do reparo tecidual, aumentando a probabilidade de complicações futuras e resultados insatisfatórios.

microagulhamento

 

O nosso diferencial, é andar na linha da segurança e respeitar a biossegurança e capacitação para atuar com equipamentos estéticos contendo agulhas. Devido à falta de reconhecimento da classe perante as autoridades do país e um conselho próprio, ficamos à mercê do nossa consciência e conhecimento operacional.

Voltando a falar do microagulhamento e já que o assunto é a cabine do profissional de estética, vale lembrar, que a técnica pode ser inserida em combinações com diversos tratamentos, que por sinal, nem sempre requerem a indução de colágeno, mas sim, apenas uma entrega facilitada de princípios ativos.

Sabe aqueles protocolos de iluminação, revitalização e hidratação? Já imaginou quando associado de forma correta com o microagulhamento, são ótimas pedidas para favorecer e incrementar o resultado.

Estudando, o profissional consegue ir além e oferecer protocolos personalizados para atender diferentes queixas.

Espero que tenham gostado!

Para manter contato:

Facebook: Jefferson Assandre de Assis

 

REFERÊNCIAS DO ARTIGO

Fernandes, D.Minimally Invasive Percutaneous Collagen Induction. Oral Maxillofacial Surg Clin N Am 17 (2005) 51-63.

Fabbrocini, G., De Vita, V., Monfrecola, A. et al. Percutaneous collagen induction: an effective and safe treatment for post-acne scarring in different skin phototypes. J Dermatol Treat. 2014; 25:147-152.

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SOBRE O AUTOR

Jefferson Assandre

Prof. Esp. Jefferson Assandre de Assis -Pós-graduado em Cosmetologia Avançada aplicada a Estética UNIARA/SP. -Tecnólogo em Cosmetologia e Estética pela UNIARA/SP. -Professor técnico na UNIARA/SP -Professor técnico de empresas de dermocosméticos. -Colunista do Programa Estética na TV, Portal Esteticistas, Revista Bem Estética e Mundo Estética.

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